Jessica Cox a piloto de avião sem braços.

Hoje vou contar um pouco sobre a Jessica Cox, ela é piloto de avião, palestrante e lutadora de taekwondo e tudo isso sem ter braços, imagina se tivesse.

cockpit1

Quem é jessica cox ?

Jessica Cox é uma americana de 33 anos, nascida sem os dois braços, ela foi a primeira pessoa sem braços a tirar uma licença de voo no mundo. Jessica mora no Arizona, é muito simpática e é dona de belos cabelos e de um sorriso mais belo ainda. (prevejo pretendentes em 3…2…1…)

Nascimento e infância.

Jessica nasceu sem os braços devido a um problema que nem os médicos sabem explicar. Quando Jessica nasceu e seus pais perceberam que ela não tinha braços, foi um verdadeiro choque, sua mãe ficou arrasada, ficou imaginando como a filha poderia viver sem os braços, a mãe de Jessica chegou a se culpar achando que tinha feito algo de errado durante a gravidez e que isso tinha feito sua filha nascer sem braços.

O pai dela permaneceu firme e forte ao lado da mulher, segurou sua mãe, e disse, que tudo daria certo. A mãe de Jessica sempre a apoiou em tudo, dizendo que ela seria capaz de conseguir fazer tudo, desde que fizesse isso com vontade e verdade. Seu pai nunca derramou uma lágrima sequer por Jessica ter nascido sem braços, pois ele nunca viu a filha como uma vitima e sim como uma pessoa normal, que poderia levar uma vida normal.

Jessica conta em entrevista que quando criança, vivia se perguntando por que justo ela tinha que nascer assim, conta que se sentia frustrada, pois todas as pessoas tinham braços e ela não. Certa vez ela chegou a perguntar pra mãe, o por que Deus a fez sem braços, sua mãe respondeu que deveria ter um motivo muito especial, pois Deus não faz nada sem motivo.

1untitled

Aceitação, trocando os pés pelas mãos e vida amorosa.

Quando mais nova Jessica se sentia incomodada com os olhares na rua, mas com o tempo ela passou a se aceitar e deixou de se preocupar com a opinião alheia, ela percebeu que se os outros não a aceitam como ela é, o problema esta nas pessoas e não nela. Hoje em  dia Jessica é tão segura de si que desde seus quatorze anos, se quer usa próteses.

Jessica faz tudo com os pés e com certa facilidade e naturalidade, como abrir latinhas de refrigerantes, se pentear e dirigir por exemplo, ela diz que como nunca teve braços usar os pés e pernas pra fazer tudo é normal e natural. Tão natural como é para as outras pessoas usar as mãos e braços.

Jessica já teve alguns namoros, inclusive já foi a encontros as cegas sem que a outra pessoa soubesse que ela não tem braços, ela conta que com cinco ou dez minutos de conversa eles até esqueciam que ela não tinha braços e o encontro rolava normalmente.

Curiosidades.

Jessica tem licença de voo desde 2008, ela pode pilotar aviões esportivos leves a até dez mil pês de altura, formada em psicologia, faz palestras motivacionais mundo a fora, aos dez anos ela começou a fazer taekwondo, com quatorze ela já era faixa preta, ela também escreveu um livro autobiográfico chamado Disarm Your Limits e como se tudo isso não fosse o suficiente, ela ainda participou do documentário chamado Right Footed.

cox-driving-car

 

 

Anúncios

Acompanhamento sexual de pessoas com deficiência gera polêmica na europa.

Hoje o assunto é bom, falarei sobre sexo, leia e fique sabendo mais sobre o que é a assistência sexual e sobre a grande polêmica que isso tem causado na França.

d73d39_15a184696f554bb2993899c60226a7fa

A Assistência sexual.

Recentemente a França voltou a debater sobre a chamada assistência sexual a pessoas com necessidades especiais, este serviço não existe na França, mas já existe nos Estados Unidos, IsraelAlemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha.

 Segundo o francês Marcel Nuss que propõe a criação da APPAS (Associação Para a Promoção do Acompanhamento Sexual) este tipo de acompanhamento não tem nada a ver com prostituição, seria uma ajuda a pessoa com deficiência para que ela se sinta mais amada e desejada, aumentando assim, sua auto estima e confiança.

Alguns são contra.

 Muitos discordam da visão de Nuss, um exemplo é a Maudy Piot que é presidente da associação Femmes pour le Dire que luta pelos direitos das mulheres, segundo Piot isso é um comércio do corpo, já o governo francês parece não ligar muito pra isso já que os debates sobre isso estão totalmente parados desde 2013.

A chamada assistência sexual a pessoas com necessidades especiais, já existe nos Estados Unidos, Israel, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha.

É ilegal mas acontece.

 Apesar de ser ilegal o acompanhamento sexual acontece sim na França, alguns militantes como Jill Prêvot esposa de Nuss que é uma acompanhante sexual, defende este tipo de serviço dizendo ser um tipo de terapia psicológica e corporal, Jill ainda diz que “as pessoas com deficiência são geralmente tocadas todos os dias por dezenas de mãos para serem vestidas, lavadas, carregadas, alimentadas, mas nunca acariciadas sexualmente. A sexualidade é um direito fundamental que diz respeito à saúde e a liberdade de cada um.”

thesessions

O famoso jeitinho brasileiro.

No Brasil a coisa é ainda pior, a assistência sexual se quer é conhecida, a jornalista Leandra Migotto Certeza diz que: “Há essa ideia de que as pessoas com deficiência são assexuadas. A questão é pouco discutida mesmo no meio acadêmico e entre os militantes.”

Segundo Leandra o pior preconceito acontece dentro da família: “É preciso que todos estejam cientes que a sexualidade não deixa de existir porque a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas ou  tetraplégica, as pessoas têm desejo sexual.”

 Já o psicólogo Damião Marcos diz que como não existe o acompanhamento sexual no Brasil, os familiares resolvem o problema da vida sexual da pessoa com deficiência de maneira errada: “Alguns familiares levam seus filhos ou filhas para prostíbulos. Como no Brasil não existe esse acompanhamento sexual para as pessoas com deficiência, as famílias que entendem essa necessidade não têm outra saída.”

A sexualidade não deixa de existir porque a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas, as pessoas têm desejo sexual.

sex

Chegou o estatuto do deficiente.

Finalmente chegou o estatuto do deficiente, leia esta matéria até o final, e fique por dentro de tudo sobre o assunto.

deficiencia_imagem

Estatuto do deficiente.

Dia 06/07/2015 foi sancionado, o estatuto do deficiente, o estatuto visa garantir aos deficientes o direito a prioridade de atendimento em órgãos públicos e melhorar a saúde, educação, trabalho e a infraestrutura, para que os deficientes possam ter uma vida melhor.

 O estatuto ainda conta com a ideia de oferecer mais atividades, esportivas e culturais ao deficientes, além disso terá também o auxílio-inclusão que será pago aos deficientes que ingressarem no mercado de trabalho, o estatuto entrara em vigor em 180 dias.

Confira o estatuto completo em :

 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm

destaque

Atleta cadeirante volta a andar de bike.

Amigos ajudam atleta, Martyn Ashton, do bike trial que, ficou cadeirante, a voltar a andar de bike, assista o vídeo e veja que legal.

Martyn Ashton.

Martyn Ashton ficou paraplégico a dois anos, após sofrer uma queda de três metros, agora que ele se recuperou seus amigos resolveram adaptar uma bike, para que ele pudesse voltar a fazer bike trial, uma verdadeira prova de amizade.

ashtonbike1_3362110b

Bem vindos ao Pro Cadeirante.

Bem vindos ao Pro Cadeirante, um site feito por um cadeirante, para outros cadeirantes, deficientes, simpatizantes, familiares e curiosos.

bannerprocad

Por que resolvi criar a página ?

Resolvi criar a página, para através da Pro Cadeirante, falar das curiosidades e problemas do dia a dia dos cadeirantes, trarei também dicas e textos úteis para informar e ajudar os deficientes do meu Brasil e quiçá do mundo.

O que os cadeirantes querem ?

As pessoas quando olham para um cadeirante, enxergam apenas uma cadeira de rodas, não vem não, que ali existe uma pessoa, com sentimentos, desejos e sonhos.
O que queremos é que ao nos olharem não vejam uma simples cadeira de rodas e sim a pessoa que somos.

Untitled-1