Natação adaptada.

Hoje vamos conhecer mais sobre a natação adaptada, o esporte mais popular e com o maior numero de atletas das Paraolimpíadas.

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Natação paraolímpica.

A natação é um dos esportes que faz parte das Paraolimpíadas desde sua primeira edição, que aconteceu em Roma no ano de 1960.

No começo apenas atletas com lesão medular participavam das competições, mas com tempo, outros atletas, com outros tipos de deficiências, físicas, mentais e visuais também passaram a poder competir.

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Diferenças e adaptações.

Na natação, os atletas não podem usar nem tipo de órtese ou prótese, mas o esporte possui alguns diferenças e adaptações em relação a natação comum, um exemplo são os tappers.

Tappers, são pessoas que ficam fora da piscina, com um bastão, que serve para tocar os atletas com deficiência visual, para assim, avisar eles que, estão chegando na borda da piscina.

Além disso os atletas com deficiência visual são obrigados a usar óculos opacos, isso serve para deixar as disputas, mais justas e equilibradas, já que nem todos atletas são completamente cegos.

Já os atletas com deficiências físicas, dependendo da deficiência que possuem podem largar sentados, de dentro da piscina ou ao lado do bloco de partida.

O brasil.

A natação é o segundo esporte paraolimpíco com mais medalhas conquistadas por atletas brasileiros, 28 de bronze, 27 de prata e 28 de ouro.

Atualmente os atletas brasileiros mais conhecidos da natação paraolimpíca são, Clodoaldo Silva e Daniel Dias.

Clodoaldo, ganhou seis medalhas de ouro nos jogos de Atenas 2004, já Daniel ganhou, quatro medalhas de ouro nos jogos de Pequim 2008 e seis nos jogos de Londres 2012.

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Especial modalidades paraolímpicas (parte 2).

Semana passada conhecemos metade dos esportes que estarão presentes nas Paraolimpíadas do Rio, hoje vamos conhecer o resto deste esportes, e aprender um pouco sobre cada um deles.

Paraolimpíadas

 Mais modalidades paraolímpicas.

Como todo mundo já sabe as Paraolimpíadas de 2016 vão ser no Rio, e em comemoração a isso resolvi fazer este especial sobre as modalidades Paraolímpicas. Semana passada conhecemos treze dos vinte e três esportes que estarão nas Paraolimpíadas do Rio, e hoje eu e vocês, vamos conhecer os outros dez.

Natação.

Sem duvida é o esporte mais popular dos jogos, é praticado por atletas com deficiências físicas ou visuais que são divididos em categorias de acordo com o grau de suas deficiências e de suas habilidades no nado. É proibido o uso de próteses, a única ajuda que os atletas podem ter é a dos tappers, usados para bater de leve nas costas do deficientes visuais, para avisar que a borda da piscina esta próxima.

Remo.

Um dos esportes mais novos das Paraolimpíadas, é disputado por deficientes físicos usando equipamento adaptado.

Rúgbi em cadeira de rodas.

Esta oficialmente nos jogos desde 2000, a categoria é mista, jogada tanto por homens quanto por mulheres, os atletas são tetraplégicos, o jogo dura 4 períodos de 8 minutos cada e os times formados de 4 jogadores e 8 reservas.

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Tênis de mesa.

Com categorias para atletas sentados e em pé, é disputado por atletas, paraplégicos, amputados e com deficiência intelectual. Os jogadores podem ter a raquete amarrada nas mãos e usar órteses e próteses.

Tênis em cadeira de rodas.

Disputado por atletas  com deficiência física em pelos menos um dos membros inferiores, as regras são praticamente as mesmas do tênis comum, a principal diferença é que a bola pode quicar duas vezes.

Tiro com arco.

O esporte, tem disputas individuais ou em equipe, para atletas em pé e cadeirantes. O tiro com arco é dividido em três classes funcionais, é disputado por atletas amputados, paraplégicos e com paralisia cerebral.

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Triatlo.

Praticado por amputados, cadeirantes e deficientes visuais, o triatlo tem um percurso de 750 metros de natação, 25 KM de ciclismo e 5 KM de corrida.Os cadeirantes usam uma handbike durante a parte do ciclismo e a própria cadeira de rodas na parte da corrida.

Vela.

Presente nos jogos desde 2000, é disputado por amputados, deficientes visuais, paraplégicos e portadores de paralisia cerebral.

Vôlei sentado.

Disputado por atletas com deficiência física com diferentes graus de deficiência, as partidas acontecem em quadras menores, por isso as partidas costumam ser mais rápidas que as do vôlei normal. Como alguns atletas possuem ao menos uma parte dos membros inferiores, existe uma regra que, obriga os jogadores a ficarem sentados o tempo todo.

Chegamos ao fim…

Este foi a ultima parte do especial sobre as modalidades Paraolímpicas, agora finalmente conhecemos todos os vinte e três esportes que estarão presentes nas Paraolimpíadas do Rio, espero que tenham gostado e até a próxima.

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Especial modalidades paraolímpicas (parte 1)

Hoje vamos conhecer treze dos vinte e três esportes que estarão presentes nas Paraolimpíadas do Rio em 2016.

Paraolimpíadas

As modalidades Paraolímpicas (parte 1)

Os primeiros jogos Paraolímpicos foram sediados em Roma na Itália em 1960, 56 anos e 13 edições depois, os jogos serão realizados aqui, no Rio. Serão disputados 23 esportes ao todo. Hoje você vai saber 13, destes esportes que, estarão presentes no evento, e vai conhecer um pouquinho sobre cada um deles.

Atletismo.

Possui ao todo dezessete tipos de provas, realizadas no campo, na pista ou na rua e envolvendo atletas com todos tipos de deficiência, as provas são disputadas com cadeiras de rodas, próteses ou com um guia.

Basquete em cadeira de rodas.

Praticamente idêntico ao basquete comum é jogado na mesma quadra que o basquete tradicional, usando praticamente as mesma regras, com quase nem uma diferença, a maior e praticamente única diferença, esta no fato dos jogadores estarem em cadeiras de rodas.

Bocha.

A bocha nas Paraolimpíadas é disputada por atletas com paralisia cerebral de ambos os sexos.

Canoagem.

É disputada por atletas com deficiências físicas ou intelectuais.

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Ciclismo de estrada

Com percursos de até 120 KM, é dividido por categorias de acordo com a deficiência dos atletas, cada categoria usa um tipo especifico de bicicleta adaptada a deficiência de cada atleta.

Ciclismo de pista.

Disputado por atletas com deficiência visual e por atletas amputados, com bicicletas adaptadas de acordo suas necessidades, as provas ocorrem em uma pista oval com uma extensão de 250 a 325 metros.

Esgrima em cadeira de rodas.

Disputada apenas por atletas cadeirantes, mesmo os atletas ficando bem distantes entre si, as disputas acabam sendo bem mais rápidas que na esgrima comum, já que os cadeirantes não tem muita mobilidade.

Futebol de 5.

É disputado no mesmo campo do hóquei de grama, os atletas tem deficiência visual, menos o goleiro, sendo ele o único que pode enxergar e não existe a regra do impedimento.

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Futebol de 7.

É disputado por jogadores com variados níveis de paralisia cerebral, em um campo menor, quanto as regras, são praticamente as mesmas e o impedimento não existe.

Goalball.

Disputados por atletas com deficiência visual, o esporte é jogado três contra três e os times devem jogar a bola, com guizos, em direção ao gol adversário, todos atletas ficam próximos ao seu gol, que tem a mesma largura do campo.

Halterofilismo.

O halterofilismo Paraolímpico, mais conhecido como levantamento de peso, é praticado por atletas com amputação de membros inferiores, paraplégicos ou com paralisia cerebral.

Hipismo.

Disputado por atletas com deficiência visual e física, homens competem juntamente com as mulheres de acordo com seu perfil funcional.

Judô.

Praticado apenas por atletas com deficiência visual, as regras são praticamente as mesmas do judô comum, os atletas devem estar em contato entre si o tempo todo e não existe a punição por sair da área de luta.

Por hoje é só…

Esta foi a primeira parte do especial sobre as modalidades Paraolímpicas, onde você conheceu 13 dos esportes que estarão presentes nas Paraolimpíadas de 2016, fiquem ligados no site que semana que vem eu trarei a segunda parte.

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Esther Vergeer a rainha do Tênis sobre rodas.

Hoje vamos conhecer Esther Vergeer a melhor tenista sobre rodas que o mundo já viu.

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Esther vergeer.

Esther Vergeer é uma linda ex-paratenista da Holanda, portadora de mielopatia vascular, ela tem 35 anos e é para o tênis sobre rodas o que o Pelé é para o futebol. Esther era a numero um do ranking desde 1999 e não perde uma partida se quer desde 2003, se aposentou invicta em 2013.

Vergeer ganhou oito medalhas em Paraolimpíadas, sendo sete de ouro e uma de prata, além disso ela é Enea-Campeã (ganhou nove vezes) do Open da Austrália, Hexa-campeã (ganhou seis vezes) do torneio de Roland-Garros e Penta-campeã (ganhou cinco vezes) do Us Open.

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Esther, invencibilidade e números.

Esther não perde uma partida desde 2003, como se aposentou em 2013, ficou dez anos sem nem uma derrota, ao todo foram 470 partidas de invencibilidade.

Ao longo de sua carreira Vergeer, ganhou 169 troféus, tem 700 vitórias e apenas 25 derrotas, conquistou 148 titulos no simples, 136 titulos nas duplas, 21 titulos de Grand Slam no simples e 23 titulos de Grand Slam nas duplas.

Conheça mais sobre o Tênis adaptado.

Hoje vou falar pra vocês um pouco do Tênis sobre rodas, conhecerão, o que é, as regras e a história do esporte.

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Tênis sobre rodas.

O Tênis adaptado é praticado por portadores de deficiência motora, que impeça as pernas de se moverem, e amputados, com perca parcial ou total dos membros inferiores, ou sejam cadeirantes (o jeito digamos charmoso de se referir as pessoas que usam cadeira de rodas). O esporte é uma modalidade paraolímpica desde as Paraolimpíadas de Barcelona em 1996.

O Tênis adaptado, foi criado nos Estados Unidos durante a década de 70 por Jeff Minnenbraker e Brad Parks, é praticado na mesma quadra do Tênis convencional, se utilizando praticamente das mesmas regras, que tem apenas algumas diferenças e adaptações em relação as do Tênis comum.

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Diferenças nas regras.

A maior diferença entre as regras do Tênis comum, para as do adaptado, é o fato de a bola poder quicar duas vezes, antes de ser rebatida, inclusive no saque, sendo que a segunda quicada pode ser do lado de fora da quadra.

Quanto aos saques, eles podem ser feitos por outra pessoa, caso a deficiência do jogador o impeça disso, fora isso os jogadores não podem abandonar o assento de suas cadeiras de rodas (me pergunto como e ou pra que, eles fariam isso). Cadeiras estas que são adaptadas para terem mais equilíbrio e maior mobilidade.

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Como começou o Tênis sobre rodas.

Em 1976, Jeff Minnenbraker e Brad Parks adaptaram as primeiras cadeiras de rodas para o Tênis, em menos de um ano, na Califórnia, aconteceu o primeiro campeonato de Tênis adaptado da história, foi um verdadeiro sucesso.O esporte ficou popular rapidamente, tanto é, que em 1980 aconteceu o primeiro campeonato nacional da modalidade.

Em 1988 foi criada a Federação Internacional De Tênis Em Cadeira De Rodas (IWTF), neste mesmo ano o esporte participou dos Jogos de Seul, como exibição, em 1992 o esporte entrou oficialmente para a lista de esportes paraolímpicos valendo medalha e tudo mais.

NO BRASIL.

Quem trouxe o Tênis adaptado pro Brasil foi, José Carlos Moraes, isso aconteceu em 1985. José, conheceu o Tênis adaptado quando esteve na Inglaterra competindo pela seleção nacional de Basquete em cadeira de rodas, além disso, ele também participou, como tenista na delegação brasileira que representou o país nas Paraolimpíadas de 1996 em Atlanta.

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Atleta cadeirante volta a andar de bike.

Amigos ajudam atleta, Martyn Ashton, do bike trial que, ficou cadeirante, a voltar a andar de bike, assista o vídeo e veja que legal.

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Martyn Ashton ficou paraplégico a dois anos, após sofrer uma queda de três metros, agora que ele se recuperou seus amigos resolveram adaptar uma bike, para que ele pudesse voltar a fazer bike trial, uma verdadeira prova de amizade.

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Conheça mais sobre, o basquete adaptado.

Hoje vou apresentar pra vocês, o basquete adaptado, falarei das regras, das diferenças em relação ao basquete comum e contarei um pouco sobre a história deste esporte.

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Como tudo começou.

Um dos únicos esportes que esteve presente em todos os jogo paraolímpicos, realizados desde 1960.

O basquete sobre rodas, começou a ser praticado, como que por brincadeira, os ex-soldados americanos feridos em combate, um belo dia, decidiram tentar jogar basquete em suas cadeiras de rodas no hospital, só pra zoar, gostaram tanto da brincadeira que a coisa virou um esporte.

Marines with the Wounded Warrior Regiment practice wheelchair basketball during practice for the 2012 Warrior Games at Colorado Springs, Colo., April 24. The Warrior Games is a competition between wounded warriors from all military branches and includes swimming, track and field, cycling, shooting, archery, sitting volleyball, and wheelchair basketball. The 2012 Warrior Games will run from May 1-5.

As regras.

 As regras são praticamente as mesmas do basquete comum, são 5 contra 5, 4 tempos de 10 minutos cada, os times tem 24 segundos de posse de bola, e devem fazer a cesta antes que este tempo acabe e a cada dois toques na cadeira, o jogador deve, passar, quicar ou arremessar a bola.

Diferenças.

A diferença está nos jogadores, que usam cadeiras de rodas padronizadas e recebem uma pontuação de 1 a 4,5 de acordo com o grau de sua deficiência, cada time deve somar 14 pontos, somando os 5 jogadores no geral, isso acontece pra deixar as coisas mais justas e equilibradas.

 Quanto a quadra, ela tem exatamente as mesmas medidas da do basquete comum, e a cesta também tem a mesma altura, em 1989 foi fundada a Federação Internacional De Basquetebol Em Cadeira De Rodas que conseguiu sua independência em 1998.

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