Os cadeirantes tem curtido mais a vida.

Os cadeirantes tem ganhado pouco a pouco, mais destaque, tanto na mídia, quanto na sociedade, isso tem feito com que, eles tenham, cada vez mais vontade de sair de casa pra se divertir, e é disso que falarei hoje.

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Cadeirantes e mais cadeirantes.

Ultimamente quando saio de casa, seja pra dar uma volta na rua, cinema, shoppings ou shows, tenho observado que, há bem mais cadeirantes neste lugares, do que, a alguns anos atrás, antes quando eu saia, era o único cadeirante no recinto e hoje em dia, chego até a esbarrar em um, ou dois por ai, isso é bom, pois mostra que nós estamos tentando mudar esta estigma, pra não dizer preconceito, que diz que, não podemos ou devemos viver nossas vidas por completo, que a sociedade, e por vezes até a família insiste em nós impor.

Cadeirantes também vão em shows e baladas.

 Uma vez eu estava em um show, encontrei um cadeirante acompanhado da namorada, e ela era super gata, ambos abriram um sorriso enorme quando me viram, certamente estavam felizes, por ver, que havia outro cadeirante se divertindo tanto quanto eles, além disso, uma vez um amigo me contou que, encontrou um cadeirante totalmente bêbado acompanhado dos amigos em uma balada, como se isso não fosse o suficiente, ele ainda estava no segundo andar, agora como ele chegou lá só Deus sabe.

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Por que os cadeirantes tem saído mais?

 Acho que isso começou a acontecer depois que os atletas cadeirantes, como o ex-BBB Fernando Fernandes começaram a ter êxito no esporte e a aparecerem na TV, isso fez com que os cadeirantes se sentissem mas confiantes, é aquelas, se ele obteve êxito no esporte, nós também podemos alcançar nosso objetivo, seja ele, sair mais, fazer aquela viagem, arrumar um emprego, pegar aquela gatinha do colégio que você sempre quis ou simplesmente ser feliz.

Por que alguns não conseguem?

 Infelizmente muitos cadeirantes não conseguem alcançar seus objetivos e vivem se perguntando o porquê, eu respondo, simplesmente por  não confiar em si mesmo, somente confiar em si mesmo não resolve tudo, mas já é um começo, é preciso também lutar pelos seus objetivos, sem se importar com a opinião alheia, nem com a dos familiares.

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Processo de aceitação da deficiência.

Hoje vou falar um pouco sobre, como funciona o processo de aceitação da deficiência, de como ele foi para mim, e de quebra darei, algumas dicas de como se aceitar, sendo cadeirante.

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Quando você se vê em uma cadeira de rodas.

Quando você se vê em uma cadeira de rodas não é nada fácil aceitar, além de não aceitarmos o fato de não podermos andar, deixamos até de nós aceitar como seres humanos, passamos a ser pessoas inseguras e começamos a nós esconder dentro de casa.

Com isso acabamos por ter amizade apenas com parentes, acabamos também passando a sair somente para médico, compromissos familiares ou escola, isso quando não desistimos de frequentar as aulas.

Na adolescência é ainda pior.

 Quando isso ocorre na adolescência é pior ainda, pois vemos todos saindo pra balada e namorando, enquanto você fica em casa no computador, TV ou Vídeo Game, mesmo quando você é cercado por pessoas ou meninas que tem real interesse em amizade ou até mesmo namorar com você, você acaba nem vendo isso pois como você mesmo não se aceita se quer imagina que os outros vão te aceitar.

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Quando começamos a superar?

 A partir do momento que você começa aceitar que tem sim uma doença e passa a lutar contra ela, você passa também a se aceitar, como pessoa, e é neste momento que tudo muda, você passa a sair mais de casa, a ser mais confiante e essa confiança acaba atraindo as pessoas incluindo as mulheres e com isso você acaba por fazer novos amigos e pôr consequência as tão sonhadas namoradinhas.

Cada um tem o seu tempo.

 Para alguns o processo de aceitação até que é rápido dura apenas alguns meses, para outros leva anos e outros infelizmente acabam nunca se aceitando, no meu caso levou anos.

Fui pra cadeira de rodas com 9 anos, comecei a me aceitar com 15, quando fiz vários amigos e passei a sair mais, inclusive cheguei a beijar uma garota da escola, porem só me aceitei completamente aos 22 quando comecei a sair ainda mais, indo até pra balada, passei inclusive a ter alguns namoricos chegando até a ter uma vida sexual mais ativa.

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Dicas para os cadeirantes.

 Por isso lhes digo se vocês são cadeirantes ou qualquer outro tipo de deficientes primeiro aceite a sua deficiência lute contra ela, com isso você se aceitará a partir disso os outros passaram a te aceitar também, lute pela sua liberdade, não deixe os outros lhe controlarem, se você gosta de alguém, não ligue pro que os outros dizem, tente dizer isso a ela, ou pelo menos demonstrar isso a ela, quem sabe não rola uma grande amizade, uns beijinhos ou até um namoro.

Dicas para os andantes.

 Enquanto a vocês andantes não se deixem levar pelas aparências e se aproximem daquele seu conhecido cadeirante, vai saber se não podem ser amigos ou quem sabe até almas gêmeas, enquanto aos parentes do deficiente, eu peço não sejam tão super protetores, deixem o deficiente sair, fazer amigos e namorar, isso fará muito bem pra ele tanto mentalmente quanto fisicamente.

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Posições sexuais mais prazerosas para o cadeirante e sua parceira.

Hoje vou falar de coisa boa e não é de chocolate, coxinha e nem da Bruna Marquezine, é de sexo mesmo, trouxe pra vocês uma listinha com as posições sexuais mais prazerosas para os cadeirantes usarem com suas parceiras andantes, antes que perguntem, já respondo, sim cadeirantes também transam.

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Como cheguei a esta lista?

Para chegar a esta lista usei um pouco das minhas próprias experiências sexuais e fiz uma leve pesquisa no já conhecido Kama Sutra, enfim chega de preliminares e vamos logo aos finalmente, lembrando que as imagens foram retiradas do site http://www.taofeminino.com.br/ e que eles tem todos o diretos reservados.

 O grande X.

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A sanduicheira.

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  Na sanduicheira o homem fica deitado de pernas esticadas e a mulher se deita sobre ele com as pernas um pouco abertas enquanto o abraça, eu particularmente adoro esta.

A união da borboleta.

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  O homem fica deitado de pernas esticadas, a mulher senta sobre ele de joelhos e se inclina para trás enquanto se apoia nos braços, esta é a que eu mais gosto.

A união do caranguejo.

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  O homem se deita de costas e a mulher se deita de costas sobre ele enquanto o ajuda a acariciar o seu corpo, boa pra quem gosta de passar as mãos nos seios da mulher.

O balanço.

O homem fica deitado com a metade das pernas pra fora da cama, a mulher senta sobre ele com as pernas abertas e joelhos dobrados.

A amazona.

O homem fica deitado e a mulher senta sobre ele de costas, a mulher faz movimentos de vai e vem, as mãos dela ficam livres pra acariciar seu clitóris, com isso se duplica o prazer, eu simplesmente adoro esta, fico doidinho.

A amazona ( sentada ).

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 A posição mais óbvia e uma das mais usadas por cadeirantes, o homem fica confortável na cadeira de rodas e a mulher senta sobre ele de frente, enquanto o homem abraça a parceira, ela faz movimentos de vai e vem.

A viagem de barco.

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  O homem se deita e a mulher senta de lado sobre ele, esta é muito gostosa para ambos.

A reunião quente.

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  O homem permanece sentado na cadeira de rodas e a mulher senta de costas sobre ele.

A posição base.

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O homem fica deitado com as pernas abertas e a mulher se deita sobre ele com as pernas fechadas, ela o abraça carinhosamente, esfregando os seios no parceiro, eu recomendo e uso muito esta, pois consigo sentir o corpo todo da mulher sobre o meu.

A rainha orgulhosa.

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 O homem deita enquanto a mulher monta sobre ele de costas, com o joelhos dobrados e o corpo inclinado na direção oposta do homem, boa pra quem assim como eu, curti dar prazer a parceira, e ficar olhando para o bumbum nú da moça durante a coisa.

Entrecruzado.

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  O homem deita e a mulher senta de lado sobre ele enquanto se apoia para trás, esta eu nem conhecia.

Uma cadeira para dois.

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  O Homem fica sentado em sua cadeira de rodas, a mulher senta sobre ele apoiando as pernas em seus ombros, eu sempre quis fazer esta, mas é complicado achar mulheres flexíveis e corajosas o suficiente, é aquelas e o medo de cair onde fica.
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Cadeirantes e as dificuldades de conquistar a liberdade.

Quando nós, os cadeirantes deixamos de ligar para, os preconceitos e restrições que a sociedade tenta nos impor, e decidimos viver, exatamente como as outras pessoas, enfrentamos uma série de dificuldades e é delas que vou falar hoje.

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Um cadeirante com vida própria incomoda muita gente.

Algumas pessoas parecem, não gostar que nós, os cadeirantes sejamos donos da própria vida, principalmente alguns dos familiares, por vezes ficam meio transtornadas, quando percebem que batemos o pé e deixamos de ligar pra opinião delas ao nosso respeito.

Com o tempo, passamos a resolver encarar o mundo, e viver nossas vidas, neste momento, isso de algumas pessoas não gostarem de que sejamos os donos dos nossos próprios caminhos, só piora, e piora ainda mais, quando somado ao fato de por vezes, dependermos de alguém para nós auxiliar nas tarefas do dia a dia como banho por exemplo.

Cuidadores possessivos.

Geralmente os cuidadores, sejam familiares, amigos próximos ou namorados(as), se vêem no direito de cuidar das nossas vidas, acham que devem saber tudo, sobre nossas vidas e estar conosco o tempo todo, por vezes se tornando extremamente, inconvenientes, intrometidos, possessivos e ciumentos, isso tudo, apenas por nós ajudarem nas tarefas do dia a dia.

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Por que isso acontece ?

Ao meu ver, isso acontece pois, a pessoa passa a achar que é insubstituível, e que nós sem ela, não conseguimos fazer nada, e não é bem assim, por vezes é exatamente o contrario, a pessoa que se torna psicologicamente dependente, de nos ter, por perto, não conseguindo fazer nada sem estar conosco, pois se acostumou tanto a dedicar a vida a cuidar de nós, que sem poder fazer isso, fica até meio perdida.

ignorando opiniões e tomando o controle da nossa vida.

Se nós os cadeirantes, fôssemos nos preocupar com a opinião alheia, certamente morreríamos todos virgens e jamais sairíamos de casa, eu gostaria que as pessoas entendessem que a partir do momento que ficamos de maior temos o direito de fazer o que nós quisermos, quando quisermos e com quem quisermos, desde que a outra pessoa também queira.

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