Acompanhamento sexual de pessoas com deficiência gera polêmica na europa.

Hoje o assunto é bom, falarei sobre sexo, leia e fique sabendo mais sobre o que é a assistência sexual e sobre a grande polêmica que isso tem causado na França.

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A Assistência sexual.

Recentemente a França voltou a debater sobre a chamada assistência sexual a pessoas com necessidades especiais, este serviço não existe na França, mas já existe nos Estados Unidos, IsraelAlemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha.

 Segundo o francês Marcel Nuss que propõe a criação da APPAS (Associação Para a Promoção do Acompanhamento Sexual) este tipo de acompanhamento não tem nada a ver com prostituição, seria uma ajuda a pessoa com deficiência para que ela se sinta mais amada e desejada, aumentando assim, sua auto estima e confiança.

Alguns são contra.

 Muitos discordam da visão de Nuss, um exemplo é a Maudy Piot que é presidente da associação Femmes pour le Dire que luta pelos direitos das mulheres, segundo Piot isso é um comércio do corpo, já o governo francês parece não ligar muito pra isso já que os debates sobre isso estão totalmente parados desde 2013.

A chamada assistência sexual a pessoas com necessidades especiais, já existe nos Estados Unidos, Israel, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha.

É ilegal mas acontece.

 Apesar de ser ilegal o acompanhamento sexual acontece sim na França, alguns militantes como Jill Prêvot esposa de Nuss que é uma acompanhante sexual, defende este tipo de serviço dizendo ser um tipo de terapia psicológica e corporal, Jill ainda diz que “as pessoas com deficiência são geralmente tocadas todos os dias por dezenas de mãos para serem vestidas, lavadas, carregadas, alimentadas, mas nunca acariciadas sexualmente. A sexualidade é um direito fundamental que diz respeito à saúde e a liberdade de cada um.”

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O famoso jeitinho brasileiro.

No Brasil a coisa é ainda pior, a assistência sexual se quer é conhecida, a jornalista Leandra Migotto Certeza diz que: “Há essa ideia de que as pessoas com deficiência são assexuadas. A questão é pouco discutida mesmo no meio acadêmico e entre os militantes.”

Segundo Leandra o pior preconceito acontece dentro da família: “É preciso que todos estejam cientes que a sexualidade não deixa de existir porque a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas ou  tetraplégica, as pessoas têm desejo sexual.”

 Já o psicólogo Damião Marcos diz que como não existe o acompanhamento sexual no Brasil, os familiares resolvem o problema da vida sexual da pessoa com deficiência de maneira errada: “Alguns familiares levam seus filhos ou filhas para prostíbulos. Como no Brasil não existe esse acompanhamento sexual para as pessoas com deficiência, as famílias que entendem essa necessidade não têm outra saída.”

A sexualidade não deixa de existir porque a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas, as pessoas têm desejo sexual.

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